Associações não são fiscalizadas

Centenas de associações oferecem atualmente no país a chamada proteção veicular como se fosse seguro. No entanto, é sempre bom destacar que somente as seguradoras podem comercializar seguros.

Por não serem seguradoras, essas associações não são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.

Da mesma forma, não seguem as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão normativo das atividades de seguros no Brasil. Ambos são vinculados ao Ministério da Fazenda.

Sem seguirem regras ou serem fiscalizadas, as associações atuam livremente oferecendo proteção veicular por preços mais convidativos, mas sem que o consumidor saiba exatamente o que está contratando.

Seguradoras precisam comprovar que possuem condições de arcar com os sinistros para poderem atuar, o que não ocorre com as associações, que podem vender proteção veicular e depois não conseguir atender a todos os cooperados que precisem, provocando prejuízos.

A melhor forma de não ser enganado, achando que está contratando um seguro quando é, na verdade, apenas proteção veicular, é recorrer à Susep para fazer uma consulta.